Os artistas do milênio, Os Paralamas, precisam do seu voto para serem escolhidos "Artistas do Ano" no VMB 2009, da MTv. Vote clicando no banner abaixo ! Um abraço, Lunático
São sete reportagens, adaptadas da série SEVEN AGES OF ROCK, produzida pela BBC. A cada sábado, um convidado diferente apresenta um estilo ou período do rock. O Jornal Hoje não vai contar toda a história do rock, mas sete histórias.
No quarto sábado, 5 de setembro, todo o peso dos clássicos do heavy metal. A banda brasileira Sepultura fala como Black Sabbath, Deep Purple, Judas Priest, Iron Maiden e Metallica definiram a temática, as guitarras e o visual do som pesado.
Muito som dos anos 70 e especialmente dos 80 no quinto sábado, com o paralama João Barone. No roteiro, Led Zeppelin, Queen, Kiss, Bruce Springsteen, The Police, Dire Straits, U2… - todos nascidos para lotar ginásios e estádios.
O sexto sábado (12 de setembro) fala de rock alternativo. Nirvana, REM e outras bandas que saíram do circuito alternativo para as paradas de sucesso.
No baile do Simonal ninguém ficou parado. Os Paralamas de Sucesso vieram de mustang cor de sangue. Ed Mota e Mart’nália cantaram mais sucessos dos anos 1960 cheios de balanço. Simonal foi rei do suingue, o primeiro popstar negro do Brasil, dono de uma voz poderosa e capaz de reger multidões.
Download da reportagem do Bom Dia Brasil: Lunático
O CD "Brasil Afora" é uma revisão na carreira de Os Paralamas do Sucesso Os Paralamas do Sucesso, um dos grupos mais queridos do rock nacional, desembarcam em Salvador, no sábado, dia 15 de agosto, para única apresentação, às 22h, no Cais Dourado Music Hall - Comércio. A vinda do esperado show de lançamento do álbum “Brasil Afora”, confirma o novo momento da casa de espetáculo, que além de se tornar o primeiro “Music Hall” de Salvador, coloca a capital baiana no mapa dos grandes shows do Brasil. Os ingressos do primeiro lote custam R$40 [meia-entrada de pista] e R$70 [preço único de camarote].
O disco ''Brasil Afora'' começa com um naipe de metais de skazinho e termina com uma guitarra distorcida. Mais do que uma viagem pelo Brasil, como indica a música que batiza o álbum, é uma jornada pelo melhor e o melhor dos Paralamas.
As composições trazem Herbert sozinho, com parceiros, fazendo uma versão pro amigo argentino (Fito Paez), e, ainda, músicas só de parceiros. Os arranjos são uma mostra dos Paralamas em sua essência mais pura: o “power trio” - formado por Herbert (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). O disco também traz canções com levadas no teclado (João Fera), climas criados em percussão árabe, a tradicional sessão de metais em brasa e um convidado aqui e outro ali. Além disso, tem rock clássico, rock de garagem, ritmos brasileiros, cheiro de Jamaica e baladas.
Os Paralamas do Sucesso, desembarcam em Salvador, no sábado, dia 15 de agosto, para única apresentação, às 22h, no Cais Dourado Music Hall - Comércio. A vinda do esperado show de lançamento do álbum “Brasil Afora”, confirma o novo momento da casa de espetáculo, que além de se tornar o primeiro “Music Hall” de Salvador, coloca a capital baiana no mapa dos grandes shows do Brasil.
“Brasil Afora” - O disco começa com um naipe de metais de skazinho e termina com uma guitarra distorcida. Mais do que uma viagem pelo Brasil, como indica a música que batiza o álbum, é uma jornada pelo melhor e o melhor dos Paralamas.
As composições trazem Herbert sozinho, com parceiros, fazendo uma versão pro amigo argentino (Fito Paez), e, ainda, músicas só de parceiros. Os arranjos são uma mostra dos Paralamas em sua essência mais pura: o “power trio” - formado por Herbert (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). O disco também traz canções com levadas no teclado (João Fera), climas criados em percussão árabe, a tradicional sessão de metais em brasa e um convidado aqui e outro ali. Além disso, tem rock clássico, rock de garagem, ritmos brasileiros, cheiro de Jamaica e baladas. Portanto, “Brasil Afora” é uma revisão na carreira, porém, sem essa intenção. É a prova de que a estrada é a melhor escola e a melhor maneira de apontar para um futuro com tantas possibilidades quanto permite o repertório sereno e sem “afobação” do Paralamas. A identidade da banda é aquela mesma de grandes discos como “Passo do Lui”, “Selvagem?”, “Severino” ou “Hey Na Na”, com a confiança tranqüila de quem sabe o papel que tem na música brasileira.
Depois de praticamente um ano de ausência, em termos de shows, Os Paralamas do Sucesso trazem a turnê Brasil Afora à cidade de Salvador-BA em 15AGO2009.
/> Avenida Jequitaia, no 102, Comércio - Salvador - Bahia | Tel.: 71 3242-2200 - 8133-0002
Os ingressos serão vendidos nos balcões Ticketmix - Ingresso Rápido. – 71.4003.1212 – não sei as vendas já estão abertas. No site, o show ainda não aparece e como hoje era domingo... amanhã, dou uma ligadinha pra lá.
Ticketmix Shopping Barra (Shopping Barra - Terreo - ao lado da Perini) Horário de Atendimento: Segunda a Sexta: 09:00 as 22:00 Sábado 09:00 as 21:00 Domingo 13:00 as 21:00
Ticketmix Iguatemi (2º Piso Loja 04-M Al. Genaro de Carvalho próximo a Lojas Renner e Ricardo Eletro) Endereço: Av. Tancredo Neves, 148, Caminho das Árvores - Salvador- Bahia Horário de Atendimento: Segunda a Sexta 09:00 as 21:00 Sábado 13:00 as 21:00 Domingo 15:00 as 19:00
Acabei de voltar de uma turnê com o Sepultura na Europa, que durou um mês e passou por 25 cidades, em 14 países. Foi espetacular. Nestas visitas rápidas que o Sepultura faz em cada cidade, eu sempre encontro gente interessante com histórias inacreditáveis e inspiradoras.
No show de Paris, depois da passagem de som, eu conheci um brasileiro, Andre Santos, que mora na França já há algum tempo. Ele é baixista e tem uma banda, a Abinaya, com amigos franceses. A banda faz um som pesado, com influências da percussão brasileira e vocal em francês (confira o MySpace do grupo).
Mas o fato que mais me chamou a atenção é que o baterista, Nicolas Vieilhomme, é cego!Uau! Fiquei surpreso com aquilo, nunca ouvi falar de um baterista cego, e ele toca muito bem. Andre me contou que em um show ele bateu com a baqueta no prato, ela escorregou da mão dele, subiu e quando voltou, ele pegou de volta, como se fosse um malabarista. Incrível. Outros sentidos se agussam quando um é inexistente. Então comecei a pensar em outros casos de músicos com necessidades especiais, de como estas necessidades não atrapalharam seus sonhos e o quanto isso dá motivação a qualquer pessoa, principalmente àquelas que reclamam de tudo na vida.
Entre estes músicos que citei está Ray Charles que, vivendo nos Estados Unidos em meados do século passado, além de enfrentar as dificuldades de ser cego, vivia em uma sociedade racista. Não podemos esquecer também de Stevie Wonder, um dos músicos mais influentes da música norte-americana e Jeff Healey, guitarrista norte-americano de blues, que tocava a guitarra no colo de uma maneira totalmente única. A cegueira fez com que ele adaptasse o instrumento e o tocasse de uma outra forma, inspirando outros músicos, cegos ou não, a tocarem como ele.
Tony Iommi, lendário guitarrista do Black Sabbath, perdeu as pontas dos dedos quando trabalhava em uma siderúrgica na Inglaterra. Isso não o impediu de tocar guitarra. Ele arrumou pequenos pedaços de borracha e as grudava na ponta dos dedos. Hoje é considerado o verdadeiro inventor do heavy metal.
O baterista do grupo britânico Def Leppard, Rick Allen, sofreu um acidente de carro em 1984 e perdeu o seu braço esquerdo, mas não desitiu da bateria. Os companheiros de banda não deixaram de acreditar e com uma bateria totalmente reformulada e adaptada à sua nova condição, Allen voltou a tocar no mais alto nível, tornando-se uma referência no cenário do hard rock. Impressionante!
Django Reinhrardt, um dos guitarristas de jazz mais respeitados no mundo, também por causa de um acidente, queimou severamente suas pernas e a mão esquerda, o que acabou praticamente paralizando os dedos três e quatro. Ele se recusou a seguir a ordem dos médicos, que queriam amputar a sua perna direita e afirmavam que ele nunca mais tocaria guitarra. Claro que isto não parou Django, ele voltou a tocar guitarra, somente com dois dedos funcionando na mão esquerda e revolucionou o instrumento no jazz. Outro gigante do jazz era Thelonius Monk. Pianista único, de acordes e escalas dissonantes, ritmos alucinantes e um toque inconfundível, ele sofria de distúrbios mentais.
E tem ainda meu amigo Herbert Vianna, grande compositor, guitarrista e vocalista dos Paralamas do Sucesso. Herbert sofreu um acidente, caindo na baia em Angra dos Reis quando pilotava o seu planador. Ele perdeu sua mulher, Lucy, e ficou paraplégico. Herbert também perdeu parte de sua memória, mas não perdeu a música. A recuperação foi lenta e demorada, mas sempre evolutiva. A música foi a força que manteve Herbert vivo e atuante. Hoje, ainda se apresenta nos palcos com vigor, técnica, inteligência e muito sentimento, uma verdadeira aula de vida.
Herbert, Os Paralamas e Andréas juntos tocando “Mensagem de Amor”
Enfim, são vários os casos e histórias de vitórias. A música, mais uma vez, se mostra como um terreno fértil e instigante, onde os maiores problemas são solucionados, mesmo aqueles que parecem ser impossíveis.
Nunca subestime o poder da música. Abraço a todos. Andreas Kisser
Vejam no detalhe que a "Assessoria" era os nomes do Herbert e do Barone ! Fonte: Rondônia ao vivo - Expectativa para apresentação dos Paralamas em Ariquemes nesse sábado (01) Uma das bandas de rock mais populares do Brasil, “Os Paralamas do Sucesso”, se apresenta neste sábado em Ariquemes, com expectativa de um público de 40 mil pessoas, segundo os organizadores da 26ª Exposição Agroindustrial de Ariquemes (Expoari).
Hebert Vianna, João Baroni e Bi Ribeiro estão gerando uma grande expectativa não só em Ariquemes, como em boa parte do Estado. Uma prova desta afirmação é a lotação dos hotéis da cidade. Os estabelecimentos mais conceituados estão operando com a capacidade máxima.
Para o presidente da Expoari, José Luiz, o objetivo de trazer um show de rock para uma feira agropecuária é proporcionar uma festa eclética, onde todos possam se divertir. “Nós já apresentamos shows sertanejos como Hugo Pena e Gabriel, Tchê Garotos e João Neto e Frederico. Agora vamos realizar um show de rock com uma das bandas mais queridas do Brasil, que é o Paralamas”, resume. Fonte: Assessoria
Programa de Mara Gabrilli comemora centésima edição recebendo o vocalista e compositor do Paralamas do Sucesso. Além de música, Herbert fala sobre o que mudou na sua vida após se tornar cadeirante. Derrubando Barreiras: 'Entre cadeiras e paralamas' - Eldorado FM - 30JUL2009 Comemorando 100 edições do programa, vocalista do Paralamas, Herbert Vianna, é entrevistado; confira! Por Mara Gabrilli
- O que você sente no seu corpo? Da minha cintura para baixo é uma compressão que parece me esmagar. Isso desde que acordei, depois do acidente. Você sente a mesma coisa?
Foi com essa pergunta que fui recebida pelo Herbert Vianna, compositor e vocalista da banda Paralamas do Sucesso, nos estúdios da Eldorado. Passei por uma inversão momentânea da proposta inicial: achei que seria eu a entrevistá-lo para o Derrubando Barreiras... Respondi.
- Você tem sensualidade? Perguntou ele.
Disse que minha sensibilidade externa é meio confusa, sei que me tocam, mas dependendo do lugar não saberia afirmar exatamente onde. Agora, internamente, sinto muito mais, mais que antes...
- Você sente tesão?
E eu: claro! Essa intensidade não muda. Muda a forma, por isso que é importante olhar...
Veio outra pergunta e outra e outra. Acabamos nos enfronhando numa conversa sobre lesões, corpo, sensibilidade, desejo, quais são as possibilidades e as impossibilidades de quem vê sua vida mudar de ângulo, de modo, de mobilidade. Estar com outras pessoas com deficiência é meter-se num caldeirão de idéias a se compartilhar: propostas, novas terapias, novas formas de se exercitar.
Amigos acabam trazendo novidades e adaptações, porque, enfim, cada pessoa é única na sua deficiência e só ela é capaz de, precisamente, expor todas as suas necessidades. Uma cadeira de rodas, por exemplo. Vocês sabiam que cada cadeira passa por uma adaptação minuciosa para ser exatamente das medidas de seu dono? Eles medem tudo: fêmur, canela, largura do quadril, do tronco... Enfim, mas foi nessa conversa que percebi, também, que a falta dessa convivência paralisa as possibilidades de melhora. Dei uma série de dicas para o Herbert e a mais importante: não pare nunca de se exercitar. As pesquisas com células-tronco estão avançando e precisamos manter o corpo em ordem para poder levantar e sair andando por aí quando a hora chegar!
Paralântico - Atrás dos óculos (eu não era assim não...), em cima de uma cadeira de rodas, e por todos os seus poros, pude enxergar no Herbert uma pessoa absolutamente romântica, poeta, sensível... paralâmica, como ele mesmo adora falar. Uma das sequelas do acidente, segundo ele, foi a lesão cerebral que lhe garantiu uma perda de memória recente. Daí sua fala vagarosa, mas ainda assim penetrante, profunda. As frases são como pequenas lições de poesia... Arremedos de possíveis novas composições. Perguntei se ele iria compor sobre sua nova condição... claro que sim...
"A alma não tem cadeira, não tem perda de movimento, não tem lesão medular. O exercício é se libertar do próprio corpo e deixar só ela te levar".
Vou com o Herbert: paralâmico, romântico, libertário. Acho que ser uma derrubadora de barreiras é não impor nenhum limite, nem físico. Taí o princípio de tudo: reconstatei que minha alma não tem cadeira. Também sou paralâmica.
Maria Rita, Caetano Veloso, Marcelo D2, Paralamas do Sucesso, entre outros, vão cantar músicas do cantor em um show no Rio de Janeiro. A direção musical será dos filhos de Simonal, Max de Castro e Simoninha
O documentário “Simonal, ninguém sabe o duro que eu dei", de Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer, lançado em maio deste ano, ajudou a sacudir a poeira da carreira do cantor. Prova disso é que no próximo dia 11 de agosto, no Rio de Janeiro, Simonal ganhará um tributo, batizado de “Baile do Simonal”, com direção musical de seus filhos Max de Castro e Wilson Simoninha. O show será gravado para ser lançado em CD e DVD ainda este ano pela gravadora EMI.
A lista de convidados inclui nomes como Maria Rita, Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso, Marcelo D2, Lulu Santos, Roberto Frejat, Rogério Flausino, Alexandres Pires, Exaltasamba, Sandra de Sá, Samuel Rosa, Diogo Nogueira, Seu Jorge, Fernanda Abreu, Orquestra Imperial, além dos dois filhos do cantor.
Max de Castro, responsável pelos arranjos da apresentação, faz mistério sobre o repertório completo da apresentação, mas adianta alguns números: os Paralamas cantarão "Mustang cor de sangue”, D2 vai de "Nem vem que não tem", Mart’nália deve cantar o hit "Mamãe passou açúcar em mim" e Samuel Rosa ficará com “Carango”.
Max se diz contente com a adesão dos artistas ao tributo. “Além de sentir a empolgação de todos em participar do projeto, eles fizeram questão de demonstrar sua relação com o trabalho do Simonal”, diz Max, que cita Lulu Santos como um dos mais animados. “Ele me disse que o primeiro disco que ele comprou na vida foi 'A nova dimensão do samba' (segundo álbum de Simonal) e que ele estava na plateia do histórico show do Maracanãzinho (quando Simonal fez uma multidão cantar 'Meu limão, meu limoeiro')”. Aliás, Lulu é o único artista que fará seu próprio arranjo para a apresentação.
Uma apresentação dessas faz pensar como seria oportuno que o mesmo tivesse acontecido enquanto Simonal ainda estava vivo, tentando sair do ostracismo. Max concorda, mas diz não culpar a classe artística da época pelo exílio involuntário do pai. “Naquela época, a barra era pesada e as pessoas não tinham informações concretas do que realmente tinha acontecido com ele. Como tudo era meio confuso, as pessoas acabaram se afastando mais pela duvida do que pela certeza”, afirma.
O documentário sobre a vida do cantor, que já está na 12ª semana de exibição e teve cerca de 70 mil expectadores, cumpre, de certa forma, o papel de reabilitar a figura de Simonal. O filme trouxe de volta, e apresentou aos mais jovens, a sua música, além de relembrar momentos históricos da carreira do cantor, como a sua apresentação ao lado de Sarah Vaughan, na década de 60.
O filme também serviu para aparar algumas arestas da vida de Simonal, como o episódio que envolveu uma surra que o cantor teria mandado amigos policiais aplicar em seu contador, a quem Simonal acusava de roubo. O fato, ocorrido em plena ditadura militar, ganhou proporções gigantescas e o cantor foi acusado de ser informante dos órgãos de repressão do governo. Os amigos se afastaram e a carreira de Simonal praticamente acabou.
De qualquer forma, todo esse barulho em torno da obra de Simonal anima Max de Castro. “Quem não o conhecia fica muito impactado. Quem viveu na época, emociona-se. Imagina que maravilha que é você descobrir, de repente, um 'Ray Charles' ou um 'Marvin Gaye'", afirma o músico. “Pena ele não estar aqui para poder presenciar isto”.
Além do lançamento do tributo em CD e DVD, a EMI vai colocar novamente nas lojas uma caixa com os CDs que o artista fez pela gravadora de 1961 a 1971. Um outro lançamento também deve animar os novos e velhos admiradores do rei do suíngue: um disco chamado "México 70", que só foi lançado no México durante a Copa do Mundo de 70, em que o cantor foi uma espécie de incentivador da seleção brasileira.
A matéria original foi publicada no Globo.com e pode ser acessada clicando aqui. Um clássico do rock brasileiro participa da próxima edição do Som Brasil, programa que a Rede Globo exibe na madrugada de sexta, 31, para sábado, logo após oPrograma do Jô. Os Paralamas do Sucesso são homenageados e também sobem no palco do programa dedicado inteirinho à banda. O vocalista Herbert Vianna vê com muita importância o papel do programa musical.
- Num país com um registro mais ou menos fraco do caminhar dos fatos importantes, sejam políticos, econômicos ou culturais, é uma alegria muito grande para a gente o fato que o nosso trabalho suscite esse tipo de atenção das pessoas. A gente fica muito feliz de ter isso celebrado e de poder participar dessa homenagem também.
Bom os Paralamas são o tema do programa de julho. Mas quem Herbert gostaria de ver homenageado no Som Brasil?
- São tantos nomes... O Brasil é muito rico em termos culturais e musicais. Dava para fazer vários programas. Como alguns nomes simbólicos do pop rock brasileiro que vieram a partir da década de 80, como Renato Russo, Ultraje a Rigor e RPM, que teve uma força e um impacto incrível.
Mais sobre a participação dos Paralamas no Som Brasil, veja o post anterior clicando: aqui ou no site do programa, clicando aqui.
Ao rever em vídeo imagens de sua mulher, Lucy, morta no acidente de ultraleve que o deixou paraplégico em 2001, Herbert Vianna nada fala. Mas a emoção expressada por seu olhar já diz quase tudo. Presente no documentário Herbert de Perto, que estreia nos cinemas em 9 de outubro de 2009 depois de ter sido exibido em festivais e na TV fechada, a cena é um exemplo de como o filme de Roberto Berliner e Pedro Bronz aproxima o guitarrista dos Paralamas do Sucesso mais pelos silêncios e olhares do que propriamente pelos depoimentos colhidos entre amigos, familiares e colegas de profissão. O olhar de Herbert também é revelador quando ouve, no mesmo VHS, um premonitório prognóstico feito por ele em início de carreira. "Mesmo se acontecesse alguma tragédia, eu ia começar de novo e ia conseguir tudo de novo", afirma um confiante e cabeludo Herbert em meados da década de 80. Tais momentos já valem Herbert de Perto, filme produzido pela TV Zero. Sem nuncar esbarrar no melodrama, o documentário toca nas feridas ainda abertas do acidente de 2001. Os olhos marejados do empresário do grupo Paralamas do Sucesso, José Fortes, são especialmente tocantes quando ele recorda o momento em que ouviu dos médicos que as chances de Herbert sair com vida do coma eram quase nulas. Mas Herbert de Perto não é um filme sobre o acidente - detalhado por Dado Villa-Lobos, testemunha ocular da tragédia. O acidente e suas sequelas são o assunto dominante na segunda metade do roteiro, mas Herbert de Pertoé, antes, um documentário sobre a trajetória de Herbert Vianna e esta, claro, se confunde com a dos Paralamas. A fartura do material de arquivo ajuda a documentar com riqueza de imagens a evolução de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. São abordados no filme assuntos como a histórica participação do grupo no festival Rock in Rio em 1985 e a providencial ênfase do trio no mercado argentino, no início dos anos 90, quando os Paralamas amargavam fase de baixas vendas e popularidade no Brasil por conta de álbuns como Os Grãos (1991) e Severino(1993). Período que se encerrou com o sucesso de Vamo Batê Lata (1995) - e o filme revive o momento em que Carlinhos Brown mostrou para um entusiasmado Herbert a melodia (ainda sem letra) de Uma Brasileira, que viria a ser o maior hit desse explosivo álbum duplo. Os depoimentos recorrentes do baterista João Barone e do baixista Bi Ribeiro reforçam a união e a amizade que movem o trio há 27 anos. Até mesmo por isso, Herbert de Perto é título essencial na anêmica videografia do rock brasileiro.
Sobre o programa, que vai ao ar em 31JUL, veja mais detalhes naqui. “Óculos” - Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone abrem o Som Brasil em homenagem ao grupo cantando um dos grandes sucessos da banda
“Meu sonho” - Para dizer quase tudo que os Paralamas representam na música brasileira, o grupo apresenta seu novo sucesso no Som Brasil
“A novidade” - Os homenageados da vez voltam no tempo e cantam grande sucesso dos anos 80.
"Selvagem" - Digitaldubs emocionam no palco do Som Brasil com nova versão da canção que é um grito de protesto dos Paralamas
“Alagados” - Digitaldubs - Jeru Bantu, Ras Bernardo e BNegão homenageiam os Paralamas com nova versão da música do grupo.
"Quase um segundo" - Com sua belíssima voz, Greice Ive prende a atenção de todos ao interpretar música dos Paralamas
"Meu erro" - Greice Ive homenageia os Paralamas cantando versão de hit da banda
“Uma brasileira” - Representando as mulheres brasileiras, a cantora Greice Ive se apresenta no palco do Som Brasil cantando sucesso dos Paralamas do Sucesso
"Lanterna dos Afogados" - Maria Gadu arrasa no palco do Som Brasil interpretando música dos Paralamas do Sucesso
"Caleidoscópio" - Maria Gadu enche o Som Brasil de cor e energia ao cantar “Caleidoscópio”
"Lourinha bombril" - Maria Gadu incorpora todas as misturas da mulher brasileira e apresenta canção do trio.
Paralamas fecham o Som Brasil - Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone fecham o Som Brasil com um pout-pourri de grandes canções da banda
O fotógrafo Rapha Bathe cobriu o show para a Revista Regional. Acesse o site e conheça o trabalho dele clicandoaqui. O post dele com a cobertura do show dos Paralamas na cidade está aqui. Um abraço,
Tratar de Herbert Vianna é se livrar de alguns vícios da escrita. Seria estúpido, por exemplo, valer-se do clichê "confinado à cadeira de rodas" para falar sobre o líder do Paralamas do Sucesso.
Sim, ele ficou paraplégico após um acidente de ultraleve em 2001, que, num golpe bem mais paralisante, matou sua mulher, a inglesa Lucy. Mas, em vez de experimentar a nova realidade como confinamento, daqueles que imobilizam o espírito de forma tão ou mais atroz como o fazem ao corpo, o artista consegue tirar vantagens da atual fase - adora, por exemplo, poder encarar o público no olho e focar a reação de cada pessoa, em vez de se perder no transe habitual do rockstar em ação, como fazia antigamente. E é isso que Herbert de Perto, documentário que rendeu a Roberto Berliner e Pedro Bronz o prêmio de melhor direção no 2º Festival de Paulínia, mostra bem: um ídolo definitivamente avesso ao estigma de "pobre coitado".
E uma coisa é certa: os diretores tiveram destreza ao pular armadilhas sentimentaloides, abordando o episódio do acidente sem apelação. Uma proeza e tanto, já que seria fácil descarrilhar para o dramalhão em cenas capitais, como quando Dado Villa-Lobos narra ter visto "o avião se espatifar na água" após algumas piruetas, enquanto a galera tomava caipirinha numa praia de Angra dos Reis (RJ). Mas pouco depois acompanhamos a (bastante desacreditada, por sinal) recuperação de Herbert - que acordou trocando tudo (cantava uma música com a melodia de outra, por exemplo). "Não tenho esse registro", o músico contou à reportagem da Rolling Stone Brasil, na quinta, 16, horas antes de o Paralamas tocar na cerimônia de encerramento do 2º Festival de Paulínia. "No momento inicial, só falava inglês. Depois, espanhol. Isso porque foram duas línguas em que mergulhei com alegria e persistência".
Alegria e persistência. Duas palavras-chave para descrever a guinada do músico, que quando criança pediu para um Papai Noel, desses que toda loja tinha em dezembro, trocar seu presente - estava nem aí para a bicicleta, queria mesmo um violão. Herbert conta que fez apenas um pedido a Berliner, de quem é camarada desde os anos 80: "Não usar uma direção 'telenovelística' e lacrimogênea".
Antes do encontro no festival, o site da Rolling Stone Brasil trocou uma ideia com Berliner há duas semanas, por telefone. Durante a conversa à distância, ele calculou que o primeiro esbarrão com o músico foi em 1982. "Eu fazia parte da turma que tinha fundado o Circo. Era ator e virei videomaker. Tinha o Rock Voador todos os sábados; bandas como Blitz, Barão [Vermelho], Celso Blues Boy, Kid Abelha, Lobão, Lulu Santos."
Foi assim que ele virou chapa dos Paralamas - proximidade que lhe garantiu um arquivo e tanto sobre a banda. Além de dirigir vários clipes, como "Alagados" e "Trac Trac", o cineasta colheu muito do fundo do baú - no caso, o da produtora TV Zero, da qual é fundador e que este ano colocou outro doc musical na praça, Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei. "Herbert sempre foi bom moço, nunca fez nada demais. Todos nós", o diretor disse, com capricho na dose de ironia, em entrevista coletiva de imprensa realizada na quinta.
Pedro Bronz, convidado para tocar o projeto junto a Berliner, explicou à RS Brasil a riqueza de imagens de arquivo. "Ao longo da carreira, Herbert se expôs muito na mídia. Fora o lado pessoal do Bob [Berliner] e o arquivo da TV Zero. Conseguimos shows nunca vistos e até todo processo de recuperação, com cenas filmadas pelos enfermeiros do hospital."
No doc, o frontman do Paralamas aparece assistindo a vários desses vídeos - chega a falar que "este mané não sabe bem do que está falando", quando vê sua versão moleque (várias vezes com os óculos clássicos e um casaco do Mickey) dando pitaco sobre a vida (como a facilidade em recomeçar depois de uma tragédia). "Era um conhecimento bem mais superficial do tema", Herbert admitiu à repórter. Mas ele sabe que seu grande incentivo foi saber que Lucy odiaria vê-lo cabisbaixo por um momento sequer. "Nosso amor foi honesto e curioso. Nos casamos numa igrejinha de um condado na Inglaterra. Na plaquinha, o ano de fundação é mais antigo do que o do descobrimento do Brasil."
Para Herbert, o bacana é ver a mudança de ponto de vista menos traumático do que todo mundo acha que deve ser. Não à toa escreveu, em "Brasil Afora", faixa-título do novo álbum dos Paralamas, os seguintes versos: "Não viver a causar pena/ Por cuidar tanto das pernas/ Conhecer uma pequena/ Que me entregue o coração".
Leia uma crítica de quem assistiu ao filme no Blog Botecos do Valé do Café e no Blog Câmera Escura. Herbert de Perto ganhou prêmio de Melhor Direção na categoria documentário no Festival de Paulínia-SP.
Sobre o filme, veja o post anterior clicando aqui.
Gazeta do Sul - Sancler Ebert - Equívocos e erros marcam final do Festival de Cinema de Paulínia (...) Deu o troféu de direção a Roberto Berliner e Pedro Bronz, de "Herbert de Perto", sobre a trajetória artística e pessoal do roqueiro Herbert Vianna que perdeu a mulher e quase morreu num acidente de ultraleve. Depois da premiação, Herbert e seu grupo, Paralamas do Sucesso, deram show no mesmo palco onde pouco antes as trapalhadas haviam acontecido. (...)